Adriano Zago luta pelo pagamento dos salários do funcionalismo público municipal

Como se sabe, há mais de 60 dias os servidores e servidoras reivindicam, com razão, o pagamento de seus salários de dezembro de 2106 (que permanece sem previsão de pagamento). Diante disso, ingressamos com uma Ação Popular, para que o município dê prioridade no pagamento dos salários atrasados.

Além do mais, também protocolizamos uma Representação no Ministério Público, para que se apure a responsabilidade do ex-prefeito. Afinal de contas, o atraso no pagamento dos servidores municipais é um desrespeito à Lei Orgânica. Em texto alterado, recentemente, ficou fixado, em lei, que o pagamento dos salários dos servidores públicos deve ser feito até o último dia útil do mês. E ele não o fez.

Por fim, também registro minha indignação com o corte indevido que realizaram nos meus vencimentos. No dia 14 de fevereiro, deste ano, ao usar do meu tempo regimental (que, aliás, foi tolhido pela Presidência da Casa), apontei as razões, de acordo com o Regimento Interno, de não concordar com os moldes em que se realizariam as sessões, no final do período de fevereiro. É a Mesa Diretora da Câmara decidiu cortar meu ponto, dando a entender que eu não trabalhei nesses dias. De fato, não participei das reuniões por acreditar que aquele formato é uma afronta ao Regimento Interno da Casa, e sobretudo à Democracia. Mas, durante o final do mês de fevereiro, estive a todo momento com nosso mandato defendendo e atendendo aos servidores municipais e a população de Uberlândia, em geral.

 

 

Continuamos solidários à causa dos servidores públicos, e não apenas na pauta do pagamento em dia de seus salários. E esclareço que esse apoio se faz notar desde os anos passados, ou seja, desde as administrações anteriores, claro, por exemplo, desde a administração de ex-prefeito Gilmar Machado.

Enfim, seja por meio da cooperação de nosso mandato, com a elaboração e a aprovação dos planos de cargos e carreira, seja com a atuação junto à CPI, que investigou o desvio de função do sindicato e do clube (que, supostamente, representariam os interesses dos servidores públicos municipais), bem como, sejam com estas pautas do pagamento dos salários em dia (tanto por meio da aprovação, por lei, de uma data para o pagamento dos salários ou ainda com o apoio na cobrança dos pagamentos atrasados, fato que não se inaugura em 2017), sejam nas demais pautas que trazem consigo a marca do interesse coletivo e do bem comum, sim, estivemos e estaremos presentes. Afinal de contas, desde o início de minha vida política, são estes valores que pautam minhas ações, bem como, a forma como o nosso mandato está a disposição da sociedade.

 

E, do mesmo modo, também temos a convicção de que só com o diálogo e com a ação, adequada, conseguiremos fazer com que o Poder Legislativo participe dos processos democráticos e que Uberlândia, Minas Gerais e o Brasil avancem à contento.

Para entender melhor o caso, confira o pronunciamento que fiz, na sessão do dia 14/02/2017, sobre o fato.

Fato que, nas palavras de Presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Uberlândia, pode ser dito da seguinte forma: “Qualquer pessoa que não seja manifestante, que não venha manifestar, pode participar da sessão.”

É isso. Democracia mandou lembranças!

Fazem uma sessão pública, mas sem a participação do povo? Na casa povo?

“É pública, mas o espaço (público) não comporta nem 100 pessoas”

Ou nas teses de quem conduziu as sessões público-privadas: “não cabem 27 vereadores e 27 assessores. O espaço não comporta ‘tanta gente’, mas é público”.

Para ampliar o debate: “‘Espaço público’ refere-se à esfera pública, ao domínio dos processos propriamente políticos, das relações de poder e das formas que estas assumem nas sociedades contemporâneas. Nos espaços das cidades, na mídia ou na internet, é a esfera da cidadania e da expressão política das forças sociais, inclusive daquelas que pretendem a despolitização das relações humanas.”

http://www.au.pini.com.br/arquitetura-urbanismo/232/o-que-e-espaco-publico-292045-1.aspx

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