Dia Mundial da Água – 22 de março | Adriano Zago promove debate sobre gestão da Bacia do Uberabinha

Entre os dias 20 e 24 de março, no Brasil e no mundo, acontecem inúmeras atividades em virtude da Semana das Águas. Em Uberlândia, na tarde de ontem, 21, realizamos uma Mesa Redonda para tratar sobre “Bacia hidrográfica do Rio Uberabinha: Gestão e conservação dos recursos hídricos”. Neste importante espaço, democrático, de troca e conscientização, participaram dos debates a Ma. Aline Martins Pinheiro (UFU), o Me. Gustavo Bernardino Malacco (Angá), o professor Dr. Sylvio Luiz Andreozzi (UFU) e outras várias pessoas interessadas no tema.

Em 22 e março de 1992, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou a Declaração Universal dos Direitos da Água. O primeiro artigo do documento trata a água como parte do patrimônio do planeta, descrevendo a responsabilidade e o cuidado, de todos, com esse elemento vital. No documento, a água figura como um dos direitos fundamentais dos seres humanos. Assim sendo, a promulgação desta Declaração Universal marca o Dia Mundial da Água com o objetivo de fomentar debates e ações que preservem os recursos hídricos e esclareçam o mundo sobre as nossas responsabilidades e os quadros cada vez mais graves, sobre os quais se desenham este cenário de crise hídrica.

O consumo consciente desses recursos, além da atenção constante, ou da vigilância crescente sobre a qualidade da água de rios, lagos e represas é fundamental para que não sejam poluídos e destruídos devido a ações humanas. A água é um recurso finito. E, muito embora a maior parte do planeta seja coberta por água, temos uma parcela irrisória de tais recursos para fins de sobrevivência, pois, como elemento vital para consumo de seres vivos, apenas 0,008% de toda a água do planeta é potável.

Ano após ano, no Dia Mundial da Água, o Instituto SOS Mata Atlântica divulga um levantamento da avaliação da qualidade das águas de nosso país. Em 2017, dos 184 rios, córregos e lagos (de 11 estados brasileiros e do Distrito Federal, num total de 73 municípios investigados, em 240 pontos de coleta), apenas 2,5% dos dados avaliados demonstram uma boa qualidade das águas. No ano passado, o resultado revelou que 36,3% dos pontos de coleta apresentaram qualidade ruim ou péssima e nenhum dos pontos analisados foram avaliados como ótimo. Este ano, embora os dados de água em qualidade ruim ou péssima tenham caído para 27,5%, ainda assim, nenhuma das amostras atingiu a qualidade ótima. Para ter acesso aos resultados na integra visite o endereço e baixe a pesquisa completa: https://www.sosma.org.br/105986/fundacao-divulga-qualidade-da-agua-em-184-rios-corregos-e-lagos/

Dados como esses revelam que é preciso mudanças, urgentes e radicais, por parte da população e dos poderes públicos. Novas atitudes que equacionem a distribuição e o acesso da população à água potável, bem como, efetivem os cuidados com nascentes, mananciais e os rios, os córregos, os lagos e as represas que fornecem a água, elemento vital, em condições adequadas para o consumo.

Hoje, no Dia Mundial da Água, 22 de março, ressaltamos a importância da água, de modo geral, mas, sobretudo, destacamos a necessidade de cuidar, cada vez melhor, da Bacia do Uberabinha. Esta é uma fonte de importância, enorme, para o abastecimento de água de nossa cidade, mas, para além disso, devemos ressaltar a necessidade de sua plena conservação, tanto pela biodiversidade quanto pelo simbolismo que este manancial tem para nossa cidade.

Nesta reunião, realizada na Câmara Municipal, em razão da Semana das Águas, deliberamos sobre o quadro atual da Bacia do Uberabinha, bem como, foi traçado um panorama das ações já implementadas, assim como o que ainda precisamos, com urgência, efetivar para garantir a saúde deste riquíssimo tesouro ambiental. Seguimos, combativos e em constante diálogo com a população, para que estas questões sejam implementadas e, claro, para que nossas reservas hídricas e de biodiversidade sejam cada vez mais bem preservadas.

Em linhas gerais, ficou como saldo destes debates que, apesar da Prefeitura Municipal de Uberlândia implementar projetos importantes, como o Buriti, de modo geral, em suas ações continuadas ainda notamos que o resultado do trabalho, do Poder Público, ainda está muito abaixo das necessidades do cenário no qual a Bacia do Uberabinha se encontra. Principalmente quando se tem em vista a questão da proteção das Áreas de Proteção Permanente, seja na zona rural, mas principalmente nas áreas urbanas. Além disso, há tempos, são necessárias (e urgentes) ações em conjunto, por exemplo, com o município de Uberaba, para garantirmos a devida proteção das áreas remanescentes de vegetação nativa; pois, como se sabe, são essas áreas verdes que garantem parte significativa de nossa recarga hídrica.

E, ainda a respeito da atuação do Poder Público Municipal, tendo em vista o resultado de pesquisas realizadas ao longo dos últimos anos, nota-se que apesar de alguns avanços, em relação ao tratamento do esgoto, e de acordo com dados do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM) e da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) o rio Uberabinha ainda está sendo poluído, de forma crônica e criminosa.

Contaminação que ocorre, geralmente, por consequência de atividades industriais, agrícolas e até mesmo durante o processo de geração de energia. Impactos que, obviamente, colocam em risco a biodiversidade. Além do mais, e por consequência do fato de que estamos todos no mesmo planeta (ou no mesmo barco), de forma irônica e inevitável, a contaminação provocada pelo manejo inadequado dos recursos hídricos, nas práticas econômicas desenvolvidas no município e na região, também prejudicam as próprias atividades agrícolas, industriais ou mesmo a geração de energia hidrelétrica.

Desta reunião tiraremos os devidos encaminhamentos, seja para demandar o Poder Público Municipal, seja para acionar os demais órgãos responsáveis pela fiscalização e pela gestão destes recursos naturais. E para saber mais sobre o tema ou se inteirar dos saldos destes debates e encaminhamentos, bem como, para acompanhar as ações do nosso mandato, acompanhe a atuação tanto por nosso portal, quanto pelas mídias sociais.

Seguimos, combativos e em constante diálogo com a população, para que estas questões sejam implementadas e, claro, para que nossas reservas hídricas e de biodiversidade sejam cada vez mais bem preservadas.

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